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REFLECTION – NARNIA AND THE ANDROGYNOUS LION

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NARNIA AND THE ANDROGYNOUS LION “A lesser work, with an even lesser reinterpretation.” Narnia , although I am not particularly fond of it, is a classic. I consider it a lesser work* when compared with masterpieces such as The Lord of the Rings or The Pilgrim’s Progress , and with the respective universes their authors created. That, however, does not diminish its historical importance, nor does it give anyone license to treat its identity and narrative as disposable raw material in a cinematic reinterpretation. And I must make an important qualification: I consider Meryl Streep the finest actress of her generation. Precisely for that reason, her casting is not the problem. The problem lies in what is being done to Aslan and to the character’s symbolic identity. Aslan is not merely a talking animal. He embodies an imagistic, literary, and theological construction carefully developed by C. S. Lewis. His presence, his language, his majesty, and his representation all serve a particular f...

REFLEXÃO - ENTRE O ARGUMENTO E O PARAMENTO

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ENTRE O ARGUMENTO E O PARAMENTO Há provocações que nascem de uma afirmação; outras, de uma pergunta. Esta nasceu de uma pergunta. Recentemente, deparei-me com um editorial que defendia o fim do uso das togas e vestes talares pelos magistrados .* A argumentação me chamou a atenção por uma razão que ultrapassa o universo jurídico. O editorial sustentava que o magistrado não é um ser humano acima dos demais e que determinados sinais exteriores podem afetar a percepção da igualdade perante a Lei. Alguns países da Europa já introduziram mudanças nessa direção. Ao ler aquilo, pensei imediatamente: esta dica também vale para pastores. Não se trata, evidentemente, de estabelecer uma equivalência entre magistratura e ministério pastoral. São realidades distintas, com fundamentos, competências e naturezas próprias. A analogia está apenas no campo simbólico: ambas as instituições exercem autoridade pública e, em diferentes contextos históricos, utilizam sinais externos destinados a comunicar a na...

REFLEXÃO - NÁRNIA E O LEÃO ANDRÓGINO.

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NÁRNIA E O LEÃO ANDRÓGINO. "Uma obra menor, com uma releitura menor ainda." Nárnia , embora eu não seja um grande apreciador, é um clássico. Considero-a uma obra menor* quando comparada as obras primas como  O Senhor dos Anéis ou a O Peregrino , e aos respectivos universos que os autores construíram. Isso, porém, não diminui sua importância histórica nem dá licença para que uma releitura cinematográfica trate sua identidade e enredo como matéria-prima descartável. E faço uma ressalva importante: considero Meryl Streep a melhor atriz de sua geração. Justamente por isso, a escolha dela não é o problema. O problema está no que estão fazendo com Aslan e com a identidade simbólica do personagem. Aslan não é apenas um animal falante. Ele carrega uma construção imagética, literária e teológica cuidadosamente elaborada por C. S. Lewis . Sua presença, sua linguagem, sua majestade e sua representação possuem uma função dentro da arquitetura simbólica de Nárnia. Então surgem as pergu...

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