REFLEXÃO - ENTRE O ARGUMENTO E O PARAMENTO
ENTRE O ARGUMENTO E O PARAMENTO Há provocações que nascem de uma afirmação; outras, de uma pergunta. Esta nasceu de uma pergunta. Recentemente, deparei-me com um editorial que defendia o fim do uso das togas e vestes talares pelos magistrados.* A argumentação me chamou a atenção por uma razão que ultrapassa o universo jurídico. O editorial sustentava que o magistrado não é um ser humano acima dos demais e que determinados sinais exteriores podem afetar a percepção da igualdade perante a Lei. Alguns países da Europa já introduziram mudanças nessa direção. Ao ler aquilo, pensei imediatamente: esta dica também vale para pastores. Não se trata, evidentemente, de estabelecer uma equivalência entre magistratura e ministério pastoral. São realidades distintas, com fundamentos, competências e naturezas próprias. A analogia está apenas no campo simbólico: ambas as instituições exercem autoridade pública e, em diferentes contextos históricos, utilizam sinais externos destinados a comunicar a nat...