DEVOCIONAL Nº 253 – A VERGONHA NÃO SERÁ O FIM
DEVOCIONAL Nº 253 – A VERGONHA NÃO SERÁ O FIM
Esta sentença aparece de forma discreta na narrativa, quase como um sussurro, na história trágica de Sansão. Ele havia pecado gravemente contra o Senhor, quebrado seus votos de nazireu, cedido aos impulsos de sua vontade, confessado os segredos mais preciosos de sua intimidade e força a estranhos e, finalmente derrotado, foi levado por seus inimigos. Estava com os olhos furados e arrastava um pesado tronco de uma roda de moinho.
No ápice de sua vergonha, Sansão, sem saber, levava a semente de sua futura redenção. A força de Sansão não estava em seus cabelos como um mero instrumento, mas no Espírito do Senhor, que o consagrara e tinha um propósito inadiável para a sua vida. A sua fraqueza baseava-se no fato de que o Espírito do Senhor havia se retirado dele — perdera sua capacitação especial por um tempo determinado. Creio que há um ponto relevante nesta história: servos de Deus não estão imunes à disciplina do Senhor nem às consequências imediatas do pecado; contudo, estão livres da condenação final e do horror e da vergonha eternos. Com Sansão aprendemos uma verdade preciosa: a vergonha e o horror não são o último capítulo na vida de um servo de Deus. Mesmo em meio aos tormentos e à vergonha, gesta-se a esperança.
