REFLEXÃO - CUIDADO COM A AJUDA.
Cuidado com a ajuda
Recentemente, compartilhei minha trajetória, identidade ministerial e anos de produção teológica com um amigo profissional de marketing. Apresentei meu histórico, conteúdos, visão e propósito. Inclusive, dialoguei sobre Curadoria de Ministério e Comunicação Institucional*, além de trazer exemplos positivos e negativos de teólogos para ilustrar com clareza o tipo de caminho que defendo — e o que procuro evitar.
Investi tempo, atenção e expectativa.
Ao final, a proposta** que recebi ignorava completamente tudo o que foi dito. Em vez de respeitar a essência do trabalho, sugeria um modelo baseado em polêmicas, superficialidade, e monetização rápida — desconectado da minha vocação e da seriedade do ensino teológico a que tenho me dedicado.
Veja, embora este amigo seja um excelente profissional, o seu modelo não era adequado ao meu caso específico. O que não invalida que exista seriedade e relevância em seu trabalho.
A experiência revela um alerta importante: nem toda ajuda, ainda que bem intencionada vem para somar. Quando alguém não escuta, não discerne, e apenas tenta encaixar você em um modelo pronto, a “ajuda” se torna uma descaracterização apressada.
No contexto evangélico, isso se torna ainda mais delicado. Ministérios não são produtos; são construídos ao longo do tempo, marcados por história, fidelidade e linha teológica.
Vou continuar na busca por um modelo que seja compatível com a minha vocação, trajetória de vida e o legado que pretendo deixar.
Uma boa comunicação é imprescindível; mas, discernimento é fundamental.
Vejo que alguns teólogos têm terceirizado, sem critérios, a assessoria de comunicação, e o resultado é a deterioração de uma imagem pública construída ao longo de décadas na academia teológica, na sociedade e na comunidade cristã.
Nossa história de vida não pode ser terceirizada para um “garoto do marketing” pouco sensível à coerência ministerial de uma vida. Um pastor para ser relevante, não precisa fazer dancinhas, usar fantasias ridículas, ou amarrar uma melância no pescoço.
