REFLEXÃO - CRÍTICAS AO MÉTODO E MENSAGEM DE BILLY GRAHAM


Escrevi para este blog um breve histórico com os impressionantes números e realizações do ministério de Billy Graham. Você pode ver esta postagem neste link abaixo:
    Embora todos estes pontos sejam notáveis acerca do seu ministério, contudo devido a sua importância e influência global algumas considerações críticas, precisam ser feitas acerca do seu método e mensagem.
    Estas observações não devem ser vistas como demérito ao grande evangelista, antes atestam que ele era humano, e também carecia da graça de Deus, estando sujeito a equívocos ministeriais e teológicos assim como qualquer um de nós.
    Graham atribuía grande ênfase a evangelização, mas dedicou, pouca atenção ao acompanhamento imediato e discipulado. As famosas orientações aos novos convertidos entregues durante as suas cruzadas eram reduzidas a algumas poucas observações sobre os meios de graça e uma vaga menção a participação em uma igreja local, neste material havia pouca ênfase ao discipulado bíblico. Todo o árduo trabalho de acompanhamento ficava a cargo das igrejas locais, sem grande ênfase de sua parte neste ponto em particular, o resultado prático foi que sua prática ministerial resultou em uma dissociação entre evangelismo e discipulado.
    Graham assumiu uma posição pragmática na sua relação com países do bloco soviético, ditaduras africanas, e também demonstrou abertura excessiva em sua relação com as religiões mundiais, em especial com o catolicismo romano. Um famoso episódio envolvendo uma cruzada realizada em Londres fez com que o grande evangelista galês Martin Lloyd Jones recusasse dividir o espaço de evangelização, com sacerdotes católicos romanos.
    Graham ao final de sua vida em entrevista concedida ao programa sessenta minutos teria assumido uma posição teológica de otimismo salvífico em relação aos não-cristãos. Posteriormente o mesmo se retratou e afirmou defender a posição evangélica tradicional. Estas observações apontam para o fato de que Graham no afã de alcançar o maior número de pessoas em sua obra evangelística. Acabou recebendo pressões culturais, o que pode ter afetado a integridade de sua mensagem.
    Estas pressões não são exclusivas do ministério de Graham, mas representam riscos que todos nós corremos no exercício do ministério.

Em resumo, estas tem sido as principais críticas feitas ao Ministério de Billy Graham: 
Críticas ao método e mensagem de Billy Graham
  1. Muito ecumenismo

  2. Aproximações com católicos romanos e liberais

  3. Parcerias com líderes não evangélicos

  4. Uso intenso do sistema de “apelo” ou “chamado ao altar”

  5. Ênfase na decisão no ato de “aceitar Jesus

  6. Risco de confundir decisão pública com novo nascimento

  7. Mensagem simplificada e reduzida ao “plano de salvação

  8. Pouca atenção à doutrina da igreja e discipulado

  9. Arminianismo considerado exagerado por setores reformados

  10. Teologia da cruz vista como insuficientemente explicada por alguns

  11. Suspeita de universalismo em entrevistas tardias

  12. Afirmações interpretadas como “todos poderão ser salvos”

  13. Linguagem sobre “sinceros de outras religiões” vista como problemática

  14. Uso pragmático da expressão “a Bíblia diz” para obter resultados

  15. Crítica de que teria cedido ao liberalismo em certos diálogos

  16. Acusação de “enfraquecer” fronteiras doutrinárias históricas

  17. Questionamentos sobre a profundidade da sua exposição bíblica

  18. Foco em grandes cruzadas e multidões em vez de igrejas locais

  19. Ligações com o movimento evangélico norte-americano mais amplo

  20. Críticas de fundamentalistas por romper com o separatismo rígido

  21. Acusações de “jugo desigual” com católicos e liberais em palcos e comissões

  22. Questionamentos sobre a sinceridade de algumas conversões em massa

  23. Dúvidas sobre a integração dos decididos em igrejas saudáveis

  24. Tensão entre impacto numérico e profundidade teológica

  25. Rotulado por alguns extremistas como “falso profeta



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